"Se continuar do jeito que está, vamos ter uma quebradeira geral", diz relator da reforma da Previdência

Arthur Maia (PPS-BA) defendeu que proposta "garante direitos"

Segundo Maia, comissão especial deve votar a proposta na quarta-feira Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Relator da reforma da Previdência na Câmara, o deputado Arthur Maia (PPS-BA) defendeu, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, a proposta que deve ser votada na quarta-feira pela comissão especial que analisa as novas regras. Segundo Maia, o texto "garante direitos" e acaba com a possibilidade de funcionários públicos receberem "R$ 40 mil de aposentadoria".
— Estamos fazendo essa reforma para garantir que pessoas que ganham até o limite do teto possam realmente receber a sua aposentadoria, porque nós sabemos que, se continuar do jeito que está e não fizermos uma reforma agora, vamos ter uma quebradeira geral na Previdência brasileira — disse.
O relator disse que "existe placar" para a aprovação da reforma na comissão. Depois, o texto segue para votação no plenário da Câmara. Para avançar, precisa ser aprovado em dois turnos.
Maia propôs mudanças em relação ao texto da reforma apresentado pelo governo Michel Temer. Entre os pontos, está a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, além de 25 anos de tempo de contribuição. O relator também manteve a regra para o trabalhador rural, que seguiria com idade mínima de 60 anos para homens. No caso das mulheres, a idade aumentaria de 55 para 57 anos, com 15 anos de contribuição.
— É muito importante dizer que ninguém vai, no dia em que a lei for aprovada, mudar alguma coisa. Tem uma transição. Por exemplo, as pessoas só precisarão se aposentar aos 65 anos, no caso dos homens, daqui a 10 anos. Só precisará se aposentar aos 62, se for mulher, daqui a 17, quando haverá a conclusão dessa transição — completou.

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